Brinquedos criativos ou conectados?

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Se o brinquedo de alta tecnologia não pretende ceder seu primeiro lugar no bairro do Papai Noel, o brinquedo criativo representa os convidados surpresa este ano. Sem dúvida, eles respeitarão a trégua de Natal para o deleite das crianças.

O brinquedo tecnológico, sempre no topo

  • Um robô que obedece aos dedos e aos olhos, um novo tablet júnior: é uma aposta segura que um novo brinquedo de alta tecnologia seja destaque na lista de presentes infantis para o Natal. Não é de surpreender, dado o dinamismo deste setor. "O mercado de eletrônicos juniores registrou um aumento de 21% desde o início do ano", confirma Frédérique Tutt, especialista mundial no setor de brinquedos do NPD Group, em um estudo publicado em outubro. E os brinquedos mais tradicionais não são deixados de fora: as bonecas se tornam jogos de tabuleiro interativos incorporam aplicativos ...
  • Essa sofisticação é inevitavelmente acompanhada de um custo mais alto. Em tempos de crise, pode-se pensar que se torna proibitivo. Não é esse o caso, porque "se a tecnologia traz um valor agregado real a um brinquedo, os pais estão prontos para pagar o preço", disse Michel Moggio, gerente geral da FJP *.
  • Essa tendência deve ser encorajada ou desconfiada? A questão não é mais relevante. A geração mais jovem é a primeira a crescer com as novas tecnologias, levando todos os códigos. Portanto, confie nesses usuários especializados para relegar ao raio do gadget um brinquedo mal projetado e manter apenas o melhor.

O brinquedo criativo está de volta em vigor

  • As crianças de hoje, entusiastas de computadores ou tablets, não estão interessadas em arte? Um equívoco negado pelos profissionais: "as atividades artísticas cresceram 60% de janeiro a outubro de 2014", diz Frédérique Tutt, do NPD Group. Uma recuperação amplamente explicada pelo sucesso do Loom: essas pulseiras tecidas com elásticos. Mas além desse fenômeno da moda, uma tendência de substância parece se acalmar.
  • Todos os marcadores são verdes: a imagem do lazer criativo é espanada pela chegada dos blogs, onde se orgulha de expor seus trabalhos, programas de TV colocando a cozinha ou costurando sob os holofotes, livros caixas publicadas pelos editores juvenis e muitas novidades criativas nos departamentos de brinquedos. Uma evolução destacada por um batismo anglo-saxão: DIY (faça você mesmo) está em toda parte.
  • E os filhos seguem, com o apoio dos pais convencidos do valor educacional desse tipo de atividade que favorece o compartilhamento. Porque, além do prazer de fazer, as crianças sempre gostaram de mostrar suas realizações pessoais e oferecê-las. Hoje, o fenômeno está crescendo: "na internet, as crianças têm acesso a muitos tutoriais para dominar melhor uma técnica. O faça você mesmo é valorizado", observa Michel Moggio. Assim, a tecnologia vem para apoiar a criatividade. E os grandes criadores de amanhã podem ter começado sua carreira desembalando um brinquedo ao pé da árvore.

Elisabeth Tzimakas para a revista digital Parents & Kids

* Federação Francesa das Indústrias de Puericultura